ópera em 1 ato e 3
cenas de Delgado de Carvalho, com libreto de Assis Pacheco
Atalho:
História
de récitas da ópera Moema
1896
– Janeiro
1896
– Maio
1896
– Novembro
1909
(inauguração do Teatro Municipal do RJ)
1954
– Janeiro
1954
– Dezembro
1959
(Cinqüentenário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro)
9
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“Repertório”
A temporada lírica de 1895, no Rio de Janeiro, realizada no Teatro Lírico, está sendo organizada, com muito sucesso, pelo empresário Giovanni Sansone. Começou no último dia 25 de outubro, e hoje, 6 de dezembro, encerrando a temporada, teremos a estréia de uma nova ópera brasileira:
“MOEMA”, composta por Delgado de
Carvalho que usou o mesmo libreto escrito por Assis Pacheco para sua ópera
homônima, apresentada em São Paulo em 1891.
Moema, índia, filha do cacique Tapir
Tapir, cacique da Tribo Tamoio
Paulo, caçador português
Japir, irmão de Moema
Numa floresta do Brasil, no ano de 1600.
Moema, jovem e formosa filha do cacique Tapir apaixona-se por um caçador português, Paulo, e é surpreendida em colóquio amoroso por seu pai, resultando-se daí o aprisionamento de Paulo, que deverá morrer, pelo ultraje feito à tribo de Tapir. Ao levantar-se o pano, aparece Moema, que, num canto doloroso dá expansão a suas penas e pede ao Deus Tupi que salve o seu amado da ira paterna. Em seguida, entra na gruta vizinha e volta cautelosamente trazendo Paulo pela mão. Os dois amantes trocam então palavras de amor e Moema pede a Paulo que fuja quanto antes, pois qualquer indecisão sua acarretaria sua morte. Enquanto se despedem com afeto, ouve-se o som da “Inúbia”, que lança na vastidão da selva o seu canto fúnebre. A este som, os dois separam-se com terror: Paulo entrando na gruta e Moema escondendo-se do lado oposto.
Tapir sai irado de sua tenda, olha o bosque e o vale deserto e ordena
ao selvagem que o segue que repita o toque da “Inúbia”. Aparece então Japir,
que se ajoelha diante do pai, e ouve deste o relato de como encontrou Moema nos
braços de Paulo. Ordena ao filho que, apenas anoiteça, toda a tribo ali se
reuna para o sacrifício do vil estrangeiro. Tapir volta à sua tenda e Japir o
segue, mas ao perceber Moema, esconde-se, observando-a. Esta, que tudo ouvira,
procura um meio de salvar Paulo e, ao sair, é interceptada por seu irmão que
rudemente reprova sua conduta. Moema pede-lhe que salve seu ídolo adorado, mas
irredutível, ele lhe diz que o aventureiro morrerá ao anoitecer. Moema
profundamente desesperada, acredita ter
o céu deixado cair sobre ela toda a sua ira. Japir retira-se e Moema prostrada
de dor dirige-se para a floresta.
Paulo, ouvindo o som da “inúbia”, sai da gruta e, imerso em profunda
tristeza, entoa um canto de adeus à sua terra longínqua e aos entes caros que jamais
verá. Entra Moema, agitada e seguida de dois selvagens, aos quais, em nome de
Tupã, confia Paulo, a fim de que o ponham a salvo pela floresta. Com
desesperado adeus, Paulo separa-se de Moema que o segue com o olhar até vê-lo
sumir na mata. Com calma fatal invoca então a morte e pede a ela dê fim aos
seus tormentos. No cume aonde Tupã irá recebê-la, ficará á espera de seu caro e
infeliz amor! Resolutamente, mata-se, usando um punhal que traz à cinta. Tapir
aparece no limiar de sua tenda; pára, perscruta o silêncio da selva e,
lentamente, caminha. Ao chegar ao meio da cena, pára, aterrorizado: um raio de
luz ilumina o cadáver de Moema! Louco de desespero, jura vingança eterna ao
branco que ousar pisar seu solo. Ouve-se longe a voz de Paulo, enquanto Tapir,
esmagado de dor, abraça-se ao cadáver de sua dileta Moema e desmaia.
“MOEMA” será apresentada na segunda parte do programa, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema : Elisa BASSI
Paulo: Michele SIGALDI
Tapir: Alessandro ARCANGELI
Japir: Donato ROTOLI
Regência do Maestro Boniccioli.
Na primeira parte, foram cantados os 2 últimos atos da “TRAVIATA”, de Verdi, com o Lírico quase vazio. Quando foi a hora da “MOEMA”, o teatro estava repleto e aplaudiu o compositor entusiasticamente. Sobre esta récita, o JORNAL DO COMMERCIO, de 8 de dezembro, publica a seguinte crítica:
... Suas melodias, se não têm verdadeira originalidade no desenvolvimento de sua forma, são dotadas de um contorno especial que lhes dá estranho sabor, e, sobretudo, revelam sentimento, e sentimento verdadeiro, íntimo e humano. A instrumentação tem por vezes um colorido opulento, e feliz escolha dos timbres dá sempre relevo a uma outra frase que adquire acentuação mais profunda e mais vigorosa. O ritmo da ópera, quer o examinemos no conjunto como elemento essencial e simétrico da composição, quer em particular como movimento das frases e dos seus membros, traçando o desenho melódico ou harmônico dentro do compasso, é espontâneo e natural, seguindo a imaginação do compositor e concatenando as suas fantasias em um conjunto homogêneo.
... Os aplausos foram continuados e soavam logo que a execução permitia. Foi logo no começo chamado à cena o Sr. Delgado de Carvalho, que teve de voltar inúmeras vezes para receber os aplausos entusiásticos com que todos o festejavam. Os artistas E. Bassi (Moema), Sigaldi (Paolo), Arcangeli (Tapir) e Rotoly (Japir) colaboraram com seu talento, bem como a orquestra e o regente Sr. Boniccioli, para dar à “MOEMA” um desempenho agradável. Conseguiram-no merecendo os justos aplausos com que foram festejados.
“MOEMA” foi reapresentada em 7 de dezembro de 1895, com igual sucesso. Enquanto assistia à estréia de “MOEMA”, não imaginava que estava frente à ópera brasileira que seria a mais encenada, depois das de Carlos Gomes. Tendo a seguir fazer uma cronologia embora saiba incompleta das várias encenações de MOEMA”.
“MOEMA” foi encenada em São Paulo, no Teatro São José, no dia 13 de janeiro de 1896, durante a temporada lírica anual organizada pelo empresário Sansone, o mesmo que promoveu sua estréia no Rio de Janeiro. O elenco desta récita foi:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Elisa BASSI
Paulo: Michele SIGALDI
Tapir: Alessandro ARCANGELI
Japir: Donato ROTOLI
Regência do Maestro Boniccioli.
Sobre esta récita, que lotou o São José e reuniu as melhores famílias e toda a boêmia intelectual da cidade, o DIÁRIO POPULAR de 14 de janeiro de 1896 publica a seguinte crítica:
... O autor da ópera vê-se , desde os primeiros acordes da orquestra, tem educação musical européia e num centro em que se reage contra as antigas fórmulas. Ao passo que ouvimos as novas páginas de música, sentimos profundamente, não ver a pena que empunhamos, em mãos mais hábeis e adestradas para que o leitor ficasse (mais) bem orientado sobre o mérito real da partitura. O dever do ofício, porém, coloca-nos na contingência de dizer o que pensamos sobre a “MOEMA” com o grande mérito de uma inteira sinceridade e nada mais. É difícil, senão impossível, com uma única audição escrever conscienciosamente sobre uma partitura, seja ela qual for; abalançamos portanto a um ligeiro esboço de impressão. Não diremos que a ópera de Delgado de Carvalho seja um modelo de originalidade; é entretanto de um belo efeito. Há talvez alguns claros de orquestração ou pelo menos é essa de vez em quando a impressão, que bem possível desaparecerá ouvindo-se mais vezes. O estilo geral da opera ressente-se da escola francesa, daquela corrente germânica atenuada por finuras de arte, só compatíveis com nosso temperamento latino. Não diremos, como se ouve vulgarmente a respeito dessa partitura, que se acentue em suas páginas a fatura de Massenet. Este notável compositor francês é uma individualidade, em tudo quanto escreve, da primeira à última nota; reproduzi-lo é impossível, imitá-lo achamos dificílimo. Da escola francesa é ele um dos mais poderosos mestres, senão o mais poderoso, e por este fato, a todos que fazem sua educação musical em Paris, acusa-se imediatamente do fato que já chega a ser o verdadeiro parti pris. Parece-nos que Delgado de Carvalho tem mais de Reyer - um emancipado em música, mais que deixa impressionar em literaturas de autores vários. O que é incontestável é que a “MOEMA” agradou em São Paulo. O autor foi chamado à cena inúmeras vezes e verdadeiramente vitoriado.
“MOEMA” foi encenada novamente no Rio de Janeiro, no Teatro Apolo, nos dias 30 e 31 de maio de 1896, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Elisa BASSI
Paulo: Giuseppe VILLATA
Tapir: Alessandro ARCANGELI
Japir: COSCOLLARO
Regência do Maestro G. Polacco.
Segundo a crítica publicada no JORNAL DO COMMÉRCIO do dia 2 de junho, “o desempenho dado à ópera foi excelente, como tinha sido a do ano passado, e o público aplaudiu com muita espontaneidade, artistas, cantores e regentes”.
“MOEMA” foi encenada novamente no Rio de Janeiro, nos dias 5 e 7 de novembro de 1896, em programa duplo com a “CAVALERIA RUSTICANA” de Mascagni, com o mesmo elenco. Sobre a récita do dia 5, o JORNAL DO COMMÉRCIO publica em 7 de novembro a seguinte nota:
... Foi de minuta a concorrência ao espetáculo com “MOEMA” e “CAVALERIA RUSTICANA” e talvez isto influísse para que os artistas não tirassem dos seus papéis o partido alcançado em outras ocasiões. Ainda assim, alguns conseguiram fazer-se aplaudir.
“MOEMA” foi encenada no Teatro São José de São Paulo, em 19 de fevereiro de 1897, encerrando a temporada lírica (1896/97). Duas circunstâncias foram responsáveis por esta apresentação: o atraso do vapor que levaria os artistas de volta à Europa e os pedidos do público paulista, que muito aplaudira esta ópera na temporada anterior. O elenco desta récita foi:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Elisa BASSI
Paulo: Giuseppe VILLATA
Tapir: Alessandro ARCANGELI
Japir: DROETTO
Regência do Maestro Manlio Bavagnoli.
“MOEMA” seria a ópera brasileira escolhida para inaugurar o Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 14 de julho de 1909. A inauguração ocorreu em 1909, com duas óperas curtas nacionais - “Insônia”, de Francisco Braga, e “Moema”, de Delgado de Carvalho - e ainda um trecho do Condor, de Carlos Gomes, e a comédia em um ato de Coelho Neto, Bonança, pelo grupo de amadores de Artur Azevedo. Contava o elenco com o famoso cantor popular Mario Pinheiro, no papel de Tapir.
“MOEMA” foi apresentada no Teatro Municipal de São Paulo, em 14 de julho de 19l6, na primeira parte do programa que marcou a estréia de outra ópera brasileira: “HELENA”, do Maestro João Gomes de Araújo. O elenco, formado por artistas líricos amadores residentes em São Paulo, era integrado por:
Personagens e Intérpretes:
Tapir: Mário PINHEIRO
Moema: Amélia MIRA
Paulo: Marçal FERNANDES
Japir: G. YAYANI
Regência do Maestro Francisco Russo.
Incluí a apreciação da crítica sobre esta récita, quando trato da estréia de “HELENA”, em 1916.
“MOEMA” ficou esquecida por 26 anos. Foi novamente apresentada no dia 23 de outubro de 1942, durante a Temporada Lírica Nacional, do Rio de Janeiro, promovida pelo Centro Lírico Brasileiro em combinação com o SNT - Serviço Nacional de Teatro do Ministério da Educação e com a Prefeitura do Distrito Federal, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Graziella SALERNO
Paulo: Ernesto DE MARCO
Tapir: Alves DA SILVA
Japir: José PERROTTA
Regência do Maestro Martinez Grau.
Complementando esta récita, tivemos o “Grande Baile”, da ópera “TIRADENTES”, de Eleazar de Carvalho, com o Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência do próprio compositor. Encerrando, a ópera “CAVALERIA RUSTICANA”, de Mascagni.
“MOEMA” foi apresentada em 29 de dezembro de 1948, num espetáculo organizado pela Escola Nacional de Música, comemorativo do 1º Centenário, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com a colaboração do Departamento de Difusão Cultural da Prefeitura do Distrito Federal, com um elenco formado por alunos da Classe de Declamações lírica da Profa. Carmem Gomes:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Maria Eliza V. MOURÃO
Paulo: Edgar VELLOSO
Tapir: Silvio VIEIRA
Japir: Fernando PAES
Regência do Maestro Affonso Martinez Grau
“MOEMA” foi apresentada em 19 de dezembro de 1953, na Temporada Lírica do Estado do Rio de Janeiro (com um conjunto de artistas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro), no Teatro Municipal de Niterói, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Wanda SPOSITO
Paulo: Afonso VALERIO
Tapir: Raul GONÇALVES
Japir: Paes de OLIVEIRA
Regência do Maestro Affonso Martinez Grau
O jornal “O ESTADO” do dia 22 de dezembro, comenta este espetáculo da seguinte forma:
O Teatro Municipal de Niterói viveu no sábado próximo passado, uma das suas grandes noites, com a estréia da Temporada Lírica do Estado do Rio de Janeiro. Foi uma autêntica noite de arte, que infelizmente nosso público não compareceu para saboreá-la. Com um público pequeno, mas seleto e bastante conhecedor desse gênero de teatro, a Temporada Lírica do Estado do Rio de Janeiro, que mereceu a presença do prefeito de nossa capital, apresentou-nos um magnífico programa...
... (Os intérpretes) estiveram soberbos na interpretação da bonita e brasileiríssima obra. MOEMA, possui bom libreto, e partitura bonita, que descreve dentro de suas notas, toda a vibração da selva brasileira, num romance entre a selva e a civilização. Wanda SPOSITO (soprano), foi uma intérprete encantadora, quer cantando, quer representando. Nesta última, sua qualidade de artista que é, elevaram-se grandemente, mui especialmente na cena dos estertores da morte, onde foi um grande artista dramática. Paulo, o caçador português, por quem Moema se apaixona, é um belo tipo de galã. Dono de voz de extensão pequena, porém de timbre bastante agradável Raul GONÇALVES, foi um ótimo Tapir. Bom intérprete e excelente cantor, PAES DE OLIVEIRA, num papel pequeno, sobressaiu-se bastante com a sua impressionante voz de baixo. Cenário muito bom. Luz, ótima. Direção geral excelente. Está pois, de parabéns, o Sr. J. Azevedo, aconselhamos que repita este espetáculo em Niterói, pois nosso público não deve ficar privado de tão belo espetáculo.
“MOEMA” foi apresentada em 3 de janeiro de 1954 no Cine Vitória de Cordeiro (RJ), sob os auspícios do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura Municipal, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Wanda SPOSITO
Paulo: Afonso VALERIO
Tapir: Enzo FELDES
Japir: Paes de OLIVEIRA
Regência do Maestro Affonso Martinez Grau
A mesma produção de “MOEMA” foi apresentada em 13 de março de 1954 na Praça Rui Barbosa (Petrópolis).
“MOEMA” foi apresentada no dia 2 de dezembro de 1954, no Teatro João Caetano (RJ), numa produção do “Conjunto Lírico do Distrito Federal”, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Wanda SPOSITO
Paulo: Afonso VALERIO
Tapir: Raul GONÇALVES
Japir: Paes de OLIVEIRA
A orquestra constituída por “professores
da orquestra do Teatro Municipal”.
Regência do Maestro Affonso Martinez Grau
“MOEMA” foi apresentada no espetáculo comemorativo do Cinqüentenário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1 de julho de 1959, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Ondina GUIMARÃES
Paulo: Alfredo COLOSIMO
Tapir: Paulo FORTES
Japir: A. SOLANO
Regência do Maestro Souza Lima.
Sobre esta récita, escreve Eurico Nogueira França, no CORREIO DA MANHÃ, de 4 de julho:
... A ópera em 1 ato, “MOEMA” de Delgado de Carvalho, ...trouxe-nos como protagonista, a Sra. Ondina Guimarães, dotada de voz de soprano lírico bastante rica de timbre, e de suficiente volume para cantar esse papel, com uma orquestra que não raro, é muito nutrida. Ondina Guimarães, que ora faz sua “rentrée” no Municipal, teve companheiros de elenco, o tenor Alfredo Colosimo, o barítono Paulo Fortes e o baixo Alvarany Solano. A escritura vocal caminha, via de regra, em uma espécie de compromisso entre o canto e o recitativo - e é inspiração nitidamente italiana. Do grupo masculino salientou-se, com sua bonita voz, o tenor Colosimo, a quem couberam as páginas mais agradavelmente melódicas da partitura, inclusive no dueto, pouco antes da morte de Moema, que lê e o soprano Ondina Guimarães exteriorizaram. A orquestra, que é vazada em sonoridade eloqüentes, foi muito bem regida pelo maestro Souza Lima.
“MOEMA” foi apresentada em São Paulo, nos dias 2 e 4 de abril de 1982, no Teatro Arthur Azevedo, pelo Teatro Lírico de Equipe (grupo amador que se dedica a apresentações líricas), com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Norma CRESTO
Paulo: João de BRAZ
Tapir: Odnile ROMANINI
Japir: Jairo VAZ
A direção musical foi do maestro Raphael Casalanguida, ao piano.
“MOEMA” foi novamente apresentada em 31 de outubro de 1983, no Teatro Glauce Rocha, do Rio de Janeiro, pelo SALB - Sociedade dos Artistas Líricos Brasileiros, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Iracema BARROS
Paulo: João de BRAZ
Tapir: Odnile ROMANINI
Japir: Jairo VAZ
Régia e cenografia de Emmerson Eckmann.
Direção musical do maestro Raphael Casalanguida.
“MOEMA” foi novamente apresentada em 21 de outubro de 1986, no Teatro Dulcina do Rio de Janeiro, pelo CAL - Caravana dos Artistas Líricos, com o seguinte elenco:
Personagens e Intérpretes:
Moema: Ruth SANTOS / Cilene FADIGAS
Paulo: Arilton SIQUEIRA / Ricardo COLOSIMO
Tapir: Roberto GUERRA
Japir: Valdir TAMBASCO / Anderson CIANNI
Régia de Julia Mosciaro.
Ao piano Maestro Frederico Egger
Direção geral de Tito Bertini. Este espetáculo foi repetido no dia 28 de outubro.
“MOEMA” foi novamente apresentada, no espetáculo Opera in Concert, na Biblioteca Mário de Andrade.
Personagens e Intérpretes:
Moema: Angélica Feital
Paulo: João Di Brazzi
Tapir: Márcio Martins
Japir: Jonas Mendes
Acompanhamento do pianista Raphael Casalanguida.
A narração é de Silvio Ribeiro e a direção artística, de Emmerson Eckmann
Retirado de
· COTRIM, SERGIO P. DE QUEIROZ –
“100 ANOS DE ÓPERA BRASILEIRA: 1889-1989 - O DIÁRIO DE UM MELÔMANO”
Volume I
· www.sobiografias.hpg.ig.com.br/MarPinhe.html
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