Alfredo Colosimo
– Vida e Obra –
Alfredo
Colosimo nasceu no Rio de Janeiro em 30 de setembro 1923. Brasileiro. Filho de
pais italianos.
Estudou
na Escola "Principe di Piemonte all'estero" (escola italiana), no Rio
de Janeiro. Bacharel de canto pela Academia de Música Lorenzo Fernández.
Títulos de: Teoria e Aperfeiçoamento de Teoria, Morfologia, História da Música,
História da Arte, Anatomia da Voz, Fisiologia da Voz, Música de Câmera, canto e
bel canto, piano (básico e disciplina) e declamação lírica. Realizou também
estudos de violão durante 5 anos.
Estudou
canto de 1940 a 1946 com o Professor Pedro Lopes Moreira e, a partir de 1947,
com o Professor Pasquale Gambardella.
Estreou
como cantor lírico no Teatro Experimental de Ópera (Teatro República) no Rio de
Janeiro, em 5 de maio 1949, como Pinkerton (Madama Butterfly). Estréia no
Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na temporada de 1950 (19 de abril) no papel
de Manrico, no Trovador de Verdi, depois como Paolo na Fosca de Carlos Gomes. A
partir desta temporada, se tornou o primeiro tenor do Teatro Muncipal.
Alfredo
Colosimo cantou em quase todo o Brasil em concertos e espetáculos de
ópera. Cantou em Buenos Aires, Argentina, as óperas Il Trovatore e I Pagliacci.
Cantou em Bogotá, Cali e Medelin (Colômbia) as óperas Madama Butterfly, La
Bohème, Rigoletto e La Traviata. Na Itália, cantou Il Trovatore, I Pagliacci,
Andrea Chénier e Aida, em concerto. Cantou também em Munique (Alemanha) a ópera
Il Trovatore.
Seu
repertório, formado por 45 óperas, entre elas temos Madama Butterfly
(Pinkerton), Cavalleria Rusticana (Turiddu), Il Trovatore (Manrico), Aida
(Radamés), La forza del destino (Alvaro), La Traviata (Alfredo), La Bohème
(Rodolfo), Pagliacci (Canio), Tosca (Cavaradossi), Zazá (Milio), Rigoletto
(Duque), Un ballo in maschera (Riccardo), Andrea Chenier (Chenier), Faust
(Fausto), Don Pasquale (Ernesto), Adriana Lecouvreur (Maurizio), Carmen (Don
José), Gianni Schicchi (Rinuccio), Martha (Lionel), Khovantchina (Príncipe
André Khovansky), Assassínio na Catedral e outras. Dentre as óperas
brasileiras: Il Guarany (Peri), Fosca (Paolo), e Lo Schiavo (Americo)de Carlos
Gomes, Izhat de Villa Lobos (estréia cênica mundial em 13-12-58), O
Contratador de Diamantes e o Inocente de Francisco Mignone, Malazarte de
Lorenzo Fernandez, Moema de de Delgado de Carvalho, Il Neo de Henrique Henrique
Oswald, A Compadecida de José Siqueira (1ª apresentação mundial em 11-5-1961,
criou o papel do Padre João), Juca Pirama do Padre Antonio Massana. Cantou
também o Requiem de Verdi, o Oratório Colombo de Carlos Gomes, Nona Sinfonia de
Beethoven. Em 1993, aos 70 anos, cantou o papel do Imperador Altoum na Turandot
de Puccini, encenada ao ar livre, na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro. Em
abril 2002, especialmente homenageado pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro,
cantou outra vez, aos 78 anos, o papel do Imperador Altoum na montagem de
Turandot.
A
partir de 1968, Alfredo Colosimo começou a dedicar-se ao ensino do canto na
Academia de Música Lorenzo Fernandez - Rio de Janeiro - onde lecionou até sua última
semana de vida. De 1985 até a extinção do curso de música, em dezembro
1998, lecionou também na Universidade Estácio de Sá (Rua do Bispo 80, Rio de
Janeiro).
Alfredo
Colosimo realizou também um Master Class, em 8 de junho 1997, para alunos de
canto da Academia de Música Lorenzo Fernandez.
DISCOGRAFIA:
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"Documentos da Música
Brasileira" - seleções das óperas Lo Schiavo e Fosca. Funarte (Long-Play, 1962)
§
Seleção das Óperas Fosca e O Escravo de
Carlos Gomes - Orquestra Sinfônica Nacional, Regência de Nino Stinco Rádio MEC
(CD, 1996)
§
Lo Schiavo de Carlos Gomes (ópera
completa), Regência de Santiago Guerra - editora Masterclass de São Paulo (CD, 1997)
§
"Tenor Alfredo Colosimo". Homenagem
aos 80 anos de Alfredo Colosimo. Coletânea de gravações ao vivo de 1950 a 1970
- árias, duetos e cenas. (CD Triplo, 2003 - Sem fins comerciais).
Alfredo
Colosimo é citado no livro "Memórias e Glórias de um Teatro -
Sessenta anos de História do Teatro Municipal do Rio de Janeiro", de
Edgard de Brito Chaves Junior (1971); e no Dicionário de Ópera de Charles
Osborne - edição em português redigida por Marcus Góes - Editora Guanabara (1987).